Retomada da economia e os novos desafios

31 jul Retomada da economia e os novos desafios

Esta semana fechamos o primeiro semestre do ano de 2020, e passamos por grandes perdas, tanto de vidas humanas como de empresas. E este é sem sombra de dúvida o cenário mais desafiador que enfrentamos nos últimos tempos.

A única afirmação que podemos fazer é que as coisas mudaram, e que teremos de nos adaptar a nova realidade. Na semana passada a cidade de Nova York, um dos epicentros do corona vírus, entraram na fase 2 de reabertura, o que significa que lojas, restaurantes, salões de beleza e concessionárias de automóveis já poderão receber clientes novamente, mas ainda com algumas medidas de segurança. Outras partes dos Estados Unidos e em alguns outros países os negócios já voltaram.

Durante a pandemia alguns empreendedores entenderam que para enfrentar a quarentena deveriam também passar por transformações nos seus negócios, e alguns migraram para o digital como estratégia de sobrevivência.

A reabertura do comércio tem sido aguardada há algumas semanas. Existe uma ansiedade, por parte de lojistas e comerciantes, em reativar a economia, e essa ansiedade é muito natural: as pessoas estão em casa, as vendas caíram e, com elas, o faturamento também despencou. Mas as contas continuam chegando. Por isso, para muitos, o pior efeito da pandemia tem sido aquele percebido sobre a atividade econômica.

Algumas mudanças ocorridas nos hábitos de consumos em decorrência da pandemia vieram para ficar. E com eles os empresários vão enfrentar alguns desafios como:

– As compras on-line provavelmente vieram para ficar: a pandemia fez com que muitas pessoas perdessem o preconceito com as compras feitas pela internet, e certamente essa praticidade deve permanecer no período pós-Covid. Isso deve impactar bastante o antigo hábito que as pessoas tinham de frequentar shoppings e grandes centros de compras: muito provavelmente, os shoppings serão locais para experiências mais ligadas ao lazer e à gastronomia, e muito menos voltados à satisfação de necessidades de bens de consumo. Desta forma, o maior desafio para o empresário e comerciante está passar pela transformação do seu negócio físico para o online. E não é apenas uma mudança de endereço, é uma mudança operacional, de processos e forma de se relacionar com o cliente.

– Outra mudança significativa está na forma de pagamento que os brasileiros utilizavam. Dados da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo apontam que os meios de pagamento eletrônicos passaram a ser mais acionados, justamente por conta do aumento do número de vendas on-line. Esse hábito deve permanecer após a pandemia.

– Os serviços de delivery também deverão se tornar frequentes na rotina do brasileiro. Se eles já eram uma realidade, sobretudo no setor de alimentação, as entregas devem continuar em alta no período pós-pandemia. A comodidade e agilidade fazem com que tais serviços sejam cada vez mais desejados e demandados. As empresas terão de se reorganizar para que as entregas delivery acompanhem a retomada no consumo.

– O home office também achou seu lugar ao sol. E isso muda muita coisa nos hábitos de consumo do brasileiro. Primeiro, porque os produtos de alta tecnologia devem continuar em alta, possibilitando que exista alto rendimento e performance produtiva dentro das residências. O mesmo deve acontecer com serviços de telecomunicações: as demandas por internet veloz e de qualidade devem continuar acontecendo. Outro hábito que deve mudar são as viagens, sobretudo de negócios, que devem ficar muito menos frequentes. Com a necessidade de adaptação ao modelo remoto, empresas e pessoas perceberam que é possível se manter produtivo ainda que de forma virtual, e que as reuniões que antes aconteciam de forma presencial podem ser feitas de forma remota, sendo desnecessário, muitas vezes, arcar com custos de viagens.

– Por fim, é importante dizer que também há uma mudança de hábito no que diz respeito ao planejamento. As pessoas passaram a se planejar mais: já que não era possível achar tudo o que precisávamos facilmente (uma vez que durante um período prolongado de tempo as lojas permaneceram fechadas), as compras on-line precisaram ser programadas, o que fez com que as pessoas as pensassem de forma estratégica. Esse hábito talvez permaneça, ainda que parcialmente, depois da pandemia.

O que fica de certeza é que as empresas deverão pensar na sustentabilidade dos seus negócios para esta nova realidade. Os desafios são grandes tanto para a retomada, quanto para aqueles que ainda permanecem em quarentena. Então, entender e atender as novas necessidades dos seus clientes será a saída para a retomada dos negócios.

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